segunda-feira, 15 de março de 2010

Futebol arte; na alegria e na tristeza?

Jogo sensacional entre Santos e Palmeiras na tarde de ontem. Não foram só os torcedores dos dois times que vibraram com a partida e sobretudo com o resultado.


A alegria de palmeirenses como eu, é comungada com corinthianos, são paulinos e até torcedores do Naviraí.


Não questiona-se a qualidade técnica dos meninos, contudo, a lição de ontem pode ter sido a mais importante para os jovens jogadores da vila. Saber perder.


Interessante foi não ter visto chapéu com bola parada ou pedaladas, mas sim semblantes preocupados e irritação de quem estava mal acostumado com vitórias e bajulações.


De fato não se pode criticar os meninos por jogar um futebol arte, mas se assim for, que seja na alegria e na tristeza.


por André Bento.
Faltou leite ninho para os garotos da vila.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Esqueça o "Sul"

Ontem, não sei se infeliz ou felizmente não assisti ao jogo entre Santos e Naviraiense. De qualquer forma bastou acessar qualquer portal na web para ver o chocolate que nosso representante levou.


O argumento que mais tenho ouvido é o de que a equipe paulista é a melhor do País na atualidade, os meninos da vila são realmente infernais e etc.


Sem entrar no mérito da questão, deixando de lado a discussão quanto a capacidade dos clubes sul-mato-grossenses, não há como negar que 10 é demais.


Se analisarmos o rendimento de times do Norte e Nordeste, para não falar do Sul, veremos que algo tem de errado no desenvolvimento do futebol local.


Fato é que, sem sombra de dúvidas, ontem tinha muito chamamezeiro tomador de tereré, como eu querendo mais é que o narrador se esquecesse do Sul e dissesse que o Naviraiense era do Mato Grosso.


por André Bento.

terça-feira, 2 de março de 2010

O chorão do paulistão

A torcida carioca, em particular a do Flamengo elegeu há tempos o clube mais chorão do Rio de Janeiro.


Para os flamenguistas, acostumados com os constantes títulos cariocas, Vasco, Fluminense, Bangu e etc. são freguêses de longa data.


Entretanto, a maior vítima desse "bulling" futebolesco é o Botafogo.


Justamente a estrela solitária, um time que, literalmente não ofende ninguém, é o bode espiatório do futebol carioca.


Fazendo uma conexão Rio-São Paulo chegamos ao novo chorão do futebol brasileiro, o Corinthians.


A equipe da fazendinha, após a justa derrota para o Santos passou a entoar um chororô insuportável.


Sabe-se que foram feitas firulas por parte dos santistas, mas criticar o futebol arte - tão escasso em nosso País - é uma bobagem. Quantas vezes aplaudimos Ronaldo e companhia por belas jogadas. É hora de aceitar.


Ou cessa-se o chororô, ou, além do fato de não ofender ninguém, o Corinthians terá algo mais em comum com o Botafogo.


Como diria a criativa torcida rubro-negra carioca: "E ninguém cala esse chororô, chora o time inteiro, chora o presidente, chora o torcedor".


por André Bento.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Em ano de Copa...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Jiu Jitsu: Esporte vem ganhando adeptos em Dourados

Por André Bento.


O Jiu Jitsu é uma arte marcial de origem asiática, praticado por monges há milhares de anos, mas que tomou sua forma atual, com considerável evolução técnica e caráter esportivo no Brasil, pelas mãos da famiília Gracie.



Em Dourados o esporte ainda "engatinha", mas vem ganhando cada vez mais adeptos. Embora haja algum preconceito para com a arte marcial, a maior parte de seus praticantes diz ter o esporte como filosofia de vida.



"Eu acho que no jiu jitsu tem fraternidade entre os atletas. A mídia foca os atletas marrentos, mas nas academias há respeito entre os atletas e o professor", diz Jean Brescovit, 16 anos.



Jean, praticante há quatro anos diz ainda que "além da filosofia de vida, hoje não consigo mais ficar sem treinar", demonstrando sua paixão pela arte.



Segundo o professor de educação física, Marcos Souza, por ser um esporte que trabalha funções respiratórias e corporais, o jiu jitsu proporciona uma contínua melhoria na qualidade de vida, tanto na saúde quanto na consciência corporal.



"É uma atividade tanto aeróbia como anaeróbia. Cria disciplina, respeito ao próximo, existe uma lógica de movimentação. É um xadrez corporal", comenta o educador Marcos Souza, faixa preta e professor desta luta.




Marcão, como é conhecido o professor, luta há dez anos e enfatiza o caráter sócio-educativo do esporte. "Havia um paradigma de que os lutadores de jiu jitsu eram pessoas agressivas, mas acabou. Hoje não existe mais isso, a função [do esporte] está na formação de atletas, formação de caráter".



Democracia


Para Marcão o jiu jitsu é democrático, sendo praticado por atletas de diferentes pesos, idades e sexo. "É muito democrático [o jiu jitsu], ele é adaptável a qualquer biótipo ou idade, tem crianças e mulheres praticantes". O professor reitera que, "a categoria feminina desenvolve muito a parte da defesa pessoal".



Comprovando a tese do professor quanto a democracia do esporte, está a diferença de idade entre alguns de seus alunos. Jean Brescovit, 16 anos e Luiz Renato, 44 anos.



O militar Luiz Renato é um exemplo de que não tem hora para começar a lutar. "Eu pratico há um ano e meio. Eu vi a necessidade de praticar um esporte com atividade aeróbia. Você vê que é um esporte que te proporciona trabalhar sobre pressão", conceitua o militar.



Interação



Marcão ministra diariamente aulas na academia Round e em sua academia, Roots Jiu Jitsu, filiada ao Clube Feijão de Jiu Jitsu, de Maringá PR.



Prova do intercâmbio esportivo é o fato de seus mais de 30 alunos realizarem uma constante interação com atletas de outras academias e até de outras cidades. Há alunos de Amambai, Itaporã e Glória de Dourados na equipe.



Incentivo



Marcos já participou de diversas competições nacionais e internacionais e diz que o esporte está caminhando a passos lentos na região. "O jiu jitsu ainda está engatinhando em Dourados, ainda falta incentivo dos setores, público e privado.



O professor traça planos para este ano e diz que pretende competir no campeonato brasileiro, mundial e até uma competição nos Estados Unidos, caso receba patrocínio.



Quando eu entro no tatame meus problemas ficam do lado de fora", diz o professor e atleta, reafirmando sua paixão pelo esporte.



Esporte nacional



O Brasil é tido internacionalmente como o país do jiu jitsu, pois sua difusão mundo a fora deve-se à família Gracie, tendo sido Hélio Gracie o responsável pelo aperfeiçoamento que deu as atuais características ao esporte.



O jiu jitsu não é um esporte olímpico, porém há um debate entre federações e atletas quanto ao possível ingresso do esporte no quadro de competições de jogos futuros.



Fotos: André Bento.
Matéria publicada no site AgoraMS.

domingo, 17 de janeiro de 2010

A nação frustrada

É o assunto do ano - ao menos do início - a formação da equipe do Parque São Jorge, tida como favorita à conquista das competições desse ano, levando alegrias a nação corinthiana.


Todos veneram os atletas contratados pelo time sem casa, que visa a tão sonhada conquista da libertadores.


Indiscutível são os currículos dos atletas em questão, vitoriosos, experientes e vividos, diga-se de passagem, muito vividos.


Por falar em carreira, quando referem-se à esses jogadores, cronistas e comentaristas esportivos mencionam apenas as vitórias inegáveis e relevantes, esquecendo de algumas decepções- tão inegáveis e relevantes por eles proporcionadas.


Quem não se lembra de 2002, quando Ronaldo e Roberto Carlos compunham a vitorosa seleção campeã da Copa Japão-Coreia.


O que muitos não se recordam - ou não querem lembrar - é o fato desses mesmos jogadores terem competido em 1998 e 2006, em campanhas frustradas e decepcionantes para o Brasil. Nas duas oportunidades, assim como hoje, eles eram tidos como favoritos ao título, que não veio e frustrou a uma nação inteira.


Agora é esperar e ver se o passado irá ou não se repetir, com jogadores tão bons decepcionando e frustrando mais uma vez a nação; desta vez a corinthiana.


Se não conseguirem tudo bem. Com tamanha experiência o Corinthians poderá formar uma equipe forte para o Showbol. Quem sabe o Showbol não passe a valer tanto como uma Libertadores da América.


Por André Bento.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cozinhando o Galo

É meus amigos leitores apaixonados por futebol ou qualquer outro esporte - com exceção à peteca - praticado nesta terra abençoada por Deus; a bagunça recomeçou.


Tenho de reconhecer que estive hibernado durante grande período, deixando o blog a deriva. Peço desculpas, mas foi o tempo que levei para"cozinhar o galo".


Falando em culinária, especialmente neste cozido - termo usado quando passamos muito tempo fazendo NADA -, volto a lembrar do rapaz das trancinhas, que atuou - no sentido da dramaturgia - no Palmeiras em 2009 e está na mídia novamente.


Com um pé de meia bem feitinho e cansado do frio russo, Vagner Love, almejando passaporte para África do Sul resolveu voltar ao Brasil. Teve propostas de vários times, mas preferiu, por gratidão - o time liderava a principal competição nacional - retornar ao Alviverde Imponente.


Passaram-se inúmeras rodadas, o time ladeira a baixo e o "craque" sem fazer NADA, cozinhou o galo até o fim do brasileirão, dando inquestionável margem à cobranças.


Agora quer jogar no Flamengo - o atual campeão brasileiro - alegando gostar do Rio de Janeiro, afinal é carioca e é desejo de alguns que passe a usar trancinhas rubro-negras. Só não perguntaram para torcida do time se queriam um atacante de alto custo e baixo rendimento como ele.


Fato é que agora acabou a desculpa. Se no Palmeiras não havia segurança - torcedores(*) o agrediram em uma agência bancária -, no Flamengo não haverá uma torcida muito tolerante também -torcedores(*) soltaram uma bomba dentro do campo de treino em momento difícil do clube ano passado.


Ou Love joga bola ou pode comprar casaquinhos para o inverno russo novamente. No Fla ele terá de adquirir uma panela de pressão; não terá tempo o bastante para "cozinhar o galo" como teve no Verdão.


Por André Bento. Palmeirense e muito feliz com a saída do Vagner Love. Segura que o filho é teu mengão!


(*)Torcedores de verdade não agridem atletas nem destroem estádios. Apoiam a equipe até o fim.

por André Bento.