quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O futebol brasileiro “orgulhosamente” apresenta: A cartolada e a falta de vergonha

Há muito tempo dizer que o futebol mudou é lugar comum, porque de fato o futebol mudou, está mais corrido, ficou muito próximo das celebridades e do mundo moda (ainda mais depois de o São Paulo ter ganho três Brasileiros seguidos). Mas tem uma coisa que nunca muda no nosso querido esporte, a boca grande dos famosos e fracos cartolas brasileiros. Desde que o Kléber Leite (graças a Deus) foi embora do Flamengo não tínhamos ouvido um comentário tão triste quanto esse do, que até parecia que fechava com o certo, Luiz Gonzaga Belluzzo.
Nosso cartola da vez simplesmente esqueceu o fraquíssimo desempenho de seu time de futebol (que não conseguiu nem colocar pressão no ridículo time do FLORminense), esqueceu as patacoadas de Muricy Ramalho, “o melhor técnico do Brasil”, esqueceu também que seu time conquistou apenas cinco pontos nas últimas seis rodas, além do total fracasso da volta do Vagner Love para o lado de cá do oceano. Belluzzo preferiu entregar toda a culpa da queda de seu time na tabela ao senhor Carlos Eugênio Simon, mais um entre os tantos árbitros medíocres do futebol brasileiro. Tudo bem que aquele senhor que entra no gramado vestindo preto é muito ruim, mas aí a mandar a torcida “fazer o que sua consciência mandar” ao encontrar o Simon na rua, dizer que “daria uns tapas se o visse”, na minha humilde opinião, isso já é demais. Espero que ele não mande ninguém me bater por isso, mas achei a atitude desse senhor, de sessenta e sete anos, ridícula, e deixa o pobre do Maradona, que mandou os jornalistas lá para onde eu não posso comentar, e será punido pela FIFA (federação internacional de falcatruas amadoras) por isso, no chinelo.
Sinto muito em dizer, mas outra vez nossas esperanças de ter um futebol mais organizado e limpo foi pelo ralo. Talvez seja por isso que os grandes treinadores e os poucos bons dirigentes brasileiros, como Zico, Luiz Felipe Escolari e Leonardo, continuam bem longe de nossas terras.

Henrique Severo é estudante de jornalismo
E sonha com o dia em que o messias Zico
retornará para nos salvar das mãos desses dirigentes de boca grande

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